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Quem quer dinheiro? Como Silvio Santos nos ensina sobre a importância do planejamento sucessório

  • Em 30/08/2024

No domingo, 18.8.2024, aos 93 anos, faleceu Sílvio Santos, ícone da televisão brasileira, apresentador, empresário, empreendedor e líder.

Quem não conhece os bordões “Quem quer dinheiro”, “Ma oêêê!”, “É dinheiro ou não é?”, “É namoro ou amizade?” e “Sílvio santos vem aí…”? 

Silvio Santos, cujo nome é Senor Abravanel, era filho de dois imigrantes judeus que chegaram ao Brasil em 1924. Era muito mais do que um dos comunicadores mais carismáticos, populares e acessíveis da história da televisão brasileira, era um empreendedor e visionários que, em vida, determinou como seria dividido seu patrimônio, avaliado em R$ 1,6 bilhões, entre suas 6 filhas e sua esposa, por meio de planejamento sucessório. 

Hoje, vamos falar um pouco sobre a história de Sílvio Santos e sobre sua arquitetura sucessória, para que você entenda que, além de construir o patrimônio, é importante adotar ferramentas para a sua preservação:

 

  • Sílvio Santos, muito mais do que um ícone da comunicação:
  • Do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, para o Brasil;
  • Muito além da televisão: um empreendedor visionário; e
  • Superando obstáculos.
  • O futuro do Baú:
  • O legado de Sílvio Santos;

 

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Sílvio Santos, muito mais do que um ícone da comunicação

 

Do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, para o Brasil

 

Nascido no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, em 1930, começou seu império como vendedor de rua, destacando-se por sua habilidade de comunicação, o que o levou a trabalhar como locutor de rádio na Rádio Guanabara. Mas, a remuneração não lhe permitiu abandonar a vida de vendedor de rua vendendo capinhas plásticas para título de eleitor.

Aos 18 anos, trabalhando em uma rádio em Niterói, ele iniciou seu primeiro empreendimento: um serviço de alto-falante nas barcas que cruzavam a Baía de Guanabara.

Aos 20 anos, decidiu mudar-se para São Paulo, onde iria apresentar espetáculos e sorteios em caravanas de artistas. Na Rádio Nacional, onde era locutor, conheceu o ator, humorista e autor Manoel de Nóbrega – o criador da “Praça da Alegria” que estava em dificuldades para administrar uma empresa de venda de brinquedos por prestações em carnês mensais, chamada Baú da Felicidade. Silvio assumiu o empreendimento, que em 1962 viria a se tornar o Grupo Silvio Santos, quando, além de brinquedos, passaria a financiar eletrodomésticos, carros e até casas. O grupo também ganhou um braço financeiro, em 1969, que daria origem ao Banco PanAmericano.

Sua voz e seu carisma o levaram à televisão, para divulgar o “Baú da Felicidade”, em 1962, apresentando o programa “Vamos Brincar de Forca” e sua popularidade rapidamente cresceu. No programa, clientes em dia com o carnê do Baú eram sorteados para participar de um jogo da forca no estúdio, no qual concorriam a prêmios.

O emblemático “Programa Silvio Santos” estreou em 1963, tornando-se um fenômeno da televisão brasileira, com seus jogos, sorteios e a interação com o público.

 

Muito além da televisão: um empreendedor visionário

 

Em 1958, Sílvio Santos, com seu espírito empreendedor e inovador, assumiu o “Baú da Felicidade”, uma evolução da venda a crédito, com pagamento antecipado, para aquisição de produtos em lojas credenciadas. Era amplamente divulgado o sorteio de prêmios, como marketing de divulgação do produto. 

Ao divulgar o produto em seu programa de auditório, Silvio Santos aplica estratégia de marketing que iniciaria seu legado!

Com a receita gerada pelo “Baú da Felicidade”, na década de 60, Sílvio Santos expandiu os seus negócios e criou o Grupo Sílvio Santos, que incluía o “Baú da Felicidade” e o título de capitalização “Tele Sena” (criada em 1991).

Em 1981, Silvio Santos fundou o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), após obter uma concessão de televisão, o qual se consolidou como uma das maiores redes de televisão do Brasil, dedicada ao entretenimento popular, com seus programas de auditório, concursos, novelas e séries que marcaram gerações de brasileiros. 

Hoje, o Grupo Sílvio Santos além do “Baú da Felicidade” tem a Tele Sena, Jequiti Cosméticos, Hotel Jequitimar e o Banco Pan. 

 

Superando obstáculos

 

Ao longo de mais de 60 anos, Sílvio Santos teve que superar muitos obstáculos.

Em 2010, o Grupo Silvio Santos enfrentou um dos maiores desafios de sua história com a descoberta de um rombo financeiro no Banco Panamericano (Banco Pan), fundado em 1969, estimado em cerca de R$4 bilhões. Este evento quase levou à sua falência e colocou em risco o império empresarial de Silvio Santos. 

Em novembro de 2010, foi revelado que o Banco Panamericano havia inflado suas demonstrações financeiras, escondendo um rombo que, inicialmente, foi estimado em R$2,5 bilhões, mas que poderia ter chegado a cerca de R$4 bilhões. A fraude contábil envolvia a venda de carteiras de crédito para outras instituições financeiras, sem baixar esses ativos do balanço do banco, o que criava uma falsa imagem de solidez financeira.

Para salvar o banco e manter a credibilidade do grupo, Silvio Santos colocou várias de suas empresas, incluindo o SBT e a Liderança Capitalização, como garantia para um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esse empréstimo foi vital para a manutenção das operações do banco e para evitar uma crise ainda maior.

Em janeiro de 2011, para resolver a situação, Silvio Santos vendeu o controle do Banco Panamericano ao BTG Pactual por R$450 milhões. O BTG assumiu a administração do banco e começou um processo de reestruturação. Eventualmente, o banco foi rebatizado como Banco Pan, com um foco ajustado para continuar operando no mercado de crédito.

Apesar do impacto financeiro, Silvio Santos manteve sua reputação pública, na maioria devido à maneira transparente e decidida com que lidou com a crise. O fato de ter colocado suas próprias empresas como garantia foi visto como um gesto de responsabilidade e compromisso com seus negócios e funcionários.

 

O futuro do Baú

 

O legado de Sílvio Santos

 

O legado de Silvio Santos vai muito além do impacto cultural que causou na história da televisão brasileira, com o SBT e seus programas de auditórios, passa por seus negócios e a transparência, habilidade e perseverança que caracterizaram a sua gestão, até a consolidação deste legado para as gerações futuras, ao realizar planejamento sucessório em vida, até seus valores familiares ao preferir uma vida discreta junto à sua família. 

Em 2024, segundo a Revista Forbes, o patrimônio construído por Silvio Santos, de aproximadamente R$1,6 bilhões, estava na 209ª posição do ranking geral.

Este ícone, que contribuiu por mais de 60 anos para a história da comunicação brasileira, deixou direitos autorais, dos quais os herdeiros têm direitos aos proventos por 70 anos, após a sua morte.

Mas, muito mais do que bens, Silvio Santos, de uma forma ou outra, faz parte da memória dos brasileiros, esse é seu principal legado.

 

A divisão de bens em vida

 

Silvio Santos deixou sua esposa Iris Abravanel, com a qual era casado desde 1978, e 6 filhas, determinando, em vida, como seriam divididos os seus bens, segundo divulgado na mídia e confirmado por sua filha primogênita Cintia Abravanel:

“O meu pai já dividiu, sim, uma parte da herança, e eu acho importante. Ele está tendo a oportunidade de ver o que nós estamos realizando com as coisas que ele construiu. Achei muito inteligente da parte dele poder acompanhar tudo isso. Nada Valeria a pena se ele não estivesse mais aqui. Ele curte tudo e pergunta também”, afirmou ela, que não quer trabalhar no SBT. “Deus me livre e guarde. Nunca quis trabalhar na televisão. […] O SBT é das minhas irmãs. Se elas estão tomando conta direito? Elas estão aprendendo e é muito difícil trabalhar lá. São muitas coisas, muitas pessoas… Lidar com ego, vaidade… É difícil”

Na divisão dos bens, cada filha receberia o valor de R$100 milhões, além de bens e imóveis. 

 

Preparando as gerações futuras

 

Talvez um dos aspectos mais relevantes do planejamento sucessório de Sílvio Santos seja a preparação dos herdeiros para administrar o seu legado.

Desde 2021, já afastado da televisão, ao reduzir suas aparições, Silvio Santos trabalhou na transição de seus negócios para suas filhas, garantindo a continuidade de seu legado. 

A participação ativa de suas filhas, como Patrícia Abravanel, na gestão do SBT e outras empresas do grupo, reflete seu cuidado com a sucessão e a preservação do império que construiu.

Suas filhas Silvia, Daniela e Rebeca trabalham no SBT, e Renata participa do Conselho de Administração do Grupo Silvio Santos e Cintia trabalha no Grupo de Silvio Santos. Nem todas se dedicam a apresentar programas, apenas Silvia, Patrícia e Rebeca. 

Porém, todas, observadas suas habilidades e experiência, participam ativamente da administração de seu legado, tendo sido preparadas para assumir posições de liderança no grupo.

A transição da gestão dos negócios e a divisão dos bens em vida refletem o objetivo de Silvio Santos de garantir a estabilidade e a continuidade de seus negócios, evitando possíveis disputas entre as herdeiras. 

Tudo isto foi feito com o intuito de preservar a harmonia familiar e o sucesso contínuo dos negócios.

 

O que Sílvio Santos nos ensina sobre a arquitetura sucessória

 

Silvio Santos demonstra como é possível se realizar o planejamento sucessório, visando preservar o legado construído, ensinando as gerações futuras (dadas as características e aptidões de cada um) a como respeitá-lo e preservá-lo.

O planejamento sucessório permite a estruturação antecipada da sucessão do patriarca ou matriarca da família, podendo, conforme o caso, ter as seguintes finalidades:

  • Economia tributária na sucessão patrimonial;
  • Preservação patrimonial, por meio de ferramentas que implementam as regras para a administração do patrimônio, após o falecimento do patriarca ou matriarca;
  • Harmonia das relações familiares;
  • Proteção patrimonial, para as famílias empresárias, garantindo o sustento familiar em meio às crises e à instabilidade político-econômica;
  • A profissionalização da administração da empresa familiar;
  • Evitar a demora e custos de ação de abertura de inventário, principalmente quando há hostilidade entre herdeiros.

Certamente, ao realizar o planejamento, houve a redução dos custos tributários da sucessão, mas há outros benefícios que se destacam, como a harmonia familiar. 

Não importa o tamanho de seu patrimônio, todo patriarca/matriarca deseja a harmonia de sua família, para a qual o planejamento sucessório é uma importante ferramenta.

Consulte os advogados especializados do Azevedo Neto Advogados e entenda as ferramentas mais adequadas para seu planejamento sucessório! 

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